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Quando começa a Black Friday para o consumidor? Descubra o que mudou na jornada de pesquisa

Tempo de leitura: 8 minutos

30 de outubro de 2026

Quando começa a Black Friday para o consumidor? Descubra o que mudou na jornada de pesquisa

Quando começa uma campanha de Black Friday?

Para muitas empresas, a resposta ainda está ligada ao calendário promocional de novembro. Para o consumidor, porém, a decisão pode começar semanas antes.

Segundo o levantamento da LWSA para a Black Friday 2026, realizado com 1.044 consumidores que pretendem comprar durante o período, 50% começam a pesquisar ofertas com mais de um mês de antecedência. Além disso, 72% afirmam se preparar financeiramente para aproveitar as oportunidades da data.

A antecipação também aparece no momento da compra. De acordo com a pesquisa repercutida pelo InfoMoney, 54% pretendem distribuir suas compras ao longo de novembro conforme encontrarem boas oportunidades, enquanto apenas 20% planejam concentrá-las exclusivamente na sexta-feira da Black Friday.

Esses dados mostram que a Black Friday deixou de depender apenas de uma janela curta de conversão. Antes de chegar à compra, parte do público já passou por um período de pesquisa, comparação de preços, avaliação de produtos e contato com diferentes marcas.

Quando as principais ofertas entram no ar, muitas decisões já começaram a ser formadas.

Por isso, antecipar a Black Friday não significa simplesmente antecipar descontos. Significa participar antes da decisão.

Se a compra acontece em novembro, por que a jornada começa antes?

A compra pode acontecer em novembro, mas a avaliação começa muito antes.

O estudo da LWSA, realizado em parceria com a Opinion Box, ajuda a mostrar esse movimento. Metade dos entrevistados começa a pesquisar ofertas com mais de um mês de antecedência, enquanto 72% dizem se organizar financeiramente para a data.

Nesse intervalo, o consumidor não está necessariamente pronto para comprar. Ele pode estar tentando entender qual produto atende melhor à sua necessidade, quanto ele costuma custar, quais modelos vale comparar e em quais empresas confia.

É nesse momento que a jornada começa a ganhar forma.

A presença da marca durante essa etapa pode influenciar quais opções permanecem no radar quando o consumidor estiver mais próximo da compra. Por outro lado, empresas que aparecem apenas na reta final entram em uma disputa com marcas que já vinham participando da pesquisa semanas antes.

Isso muda a lógica do calendário. Em vez de considerar outubro apenas como mês de preparação interna e novembro como o período da campanha, vale enxergar os dois momentos como partes de uma mesma jornada.

A pesquisa começa em um canal e a compra pode terminar em outro

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A antecipação também torna a jornada mais distribuída.

Segundo o levantamento da LWSA sobre os canais usados na Black Friday, 56% dos entrevistados começam a busca por produtos em marketplaces, enquanto 42% recorrem aos sites de marcas e lojas e 33% aos aplicativos próprios.

Na hora da compra, a preferência muda. Os sites das próprias lojas são citados por 55% dos consumidores, seguidos pelos aplicativos próprios, com 40%, marketplaces, com 37%, e lojas físicas, com 28%.

Esses números mostram que descoberta e conversão não precisam acontecer no mesmo lugar.

Um marketplace pode apresentar o produto pela primeira vez. O Google pode ajudar na comparação. O site da marca pode aprofundar informações. Um anúncio pode trazer o consumidor de volta dias depois. A venda, por fim, pode acontecer em outro ponto dessa sequência.

Por isso, analisar apenas o canal que aparece no fim da jornada tende a contar uma história incompleta.

Para o marketing, o desafio passa a ser entender como os diferentes pontos de contato contribuem para a decisão e como eles se complementam ao longo do período.

O que muda na mídia quando o consumidor começa a pesquisar antes?

Se a demanda começa a aparecer antes da última semana de novembro, concentrar toda a estratégia de mídia no momento de maior intenção pode reduzir a presença da marca durante a fase de consideração.

Isso não significa distribuir orçamento de forma igual durante meses nem iniciar campanhas promocionais muito cedo.

A principal mudança está em acompanhar o comportamento do público e adaptar a comunicação conforme a intenção evolui.

Nas semanas anteriores à Black Friday, a mídia pode contribuir para aproximar a marca de pessoas interessadas em determinadas categorias, produtos ou temas relacionados à compra. Também pode ampliar a distribuição de conteúdos que ajudam na comparação e na escolha.

Conforme novembro avança, a comunicação tende a ganhar um caráter mais comercial. Públicos que já visitaram páginas, interagiram com campanhas ou pesquisaram determinados produtos podem receber mensagens mais próximas da conversão.

Essa progressão ajuda a evitar um cenário em que toda a verba entra apenas quando o consumidor já está cercado por anúncios, descontos e marcas disputando a mesma atenção.

A leitura dos dados de busca, navegação e comportamento também ajuda a identificar quais categorias começam a ganhar interesse primeiro, quais páginas recebem mais visitas antes do pico de vendas e quais produtos acumulam visualizações antes de converter.

Esses sinais podem orientar tanto a distribuição de investimento quanto o momento de intensificar determinadas campanhas.

Saiba mais: Afinal, o que é marketing de performance?

Conteúdo também tem função antes da oferta

Se o consumidor começa pesquisando, a marca tem espaço para participar da decisão antes mesmo de apresentar uma condição comercial.

É nesse momento que conteúdo e SEO ganham peso dentro da estratégia de Black Friday.

Durante a fase inicial, muitas buscas ainda estão ligadas à escolha. O consumidor procura diferenças entre modelos, comparações, critérios de compra, avaliações e recomendações para entender qual opção faz mais sentido.

Guias, comparativos, páginas de categoria, FAQs e conteúdos de apoio ajudam a responder essas dúvidas enquanto a decisão ainda está em construção.

À medida que a Black Friday se aproxima, a intenção muda. O consumidor passa a buscar preço, disponibilidade, condição de pagamento, frete e prazo de entrega.

A comunicação também pode acompanhar essa mudança.

Em vez de repetir a mesma mensagem durante todo o período, a marca pode trabalhar primeiro a consideração e depois dar mais espaço para a oferta.

Assim, conteúdo e promoção deixam de disputar atenção e passam a cumprir funções diferentes dentro da mesma jornada.

E a inteligência artificial já participa dessa pesquisa

A pesquisa por produtos também ganhou novos pontos de contato.

De acordo com o levantamento da LWSA sobre a Black Friday 2026, 13% dos entrevistados já utilizam plataformas como ChatGPT, Gemini e Claude como ponto de partida para pesquisar produtos. Dentro desse grupo, 63% afirmam usar essas ferramentas sempre ou frequentemente para essa finalidade.

A influência aparece também dentro dos buscadores. Segundo a pesquisa da LWSA repercutida pela Veja, 45% dos consumidores entrevistados afirmam que resumos gerados por inteligência artificial em mecanismos como Google e Bing influenciam suas decisões de compra.

Esse comportamento amplia o papel do conteúdo.

Informações claras sobre produtos, diferenças entre modelos, aplicações, especificações e critérios de escolha podem ser recuperadas por diferentes ambientes durante a pesquisa.

Isso significa que a estratégia de conteúdo já não depende apenas da página aparecer bem posicionada em uma busca tradicional. Também importa a qualidade, a clareza e a organização das informações que a marca publica.

Quanto mais fácil for compreender o conteúdo, maior a possibilidade de ele participar da jornada em buscadores, plataformas de IA e outros ambientes de descoberta.

Antecipar a Black Friday não significa antecipar todos os descontos

Existe uma diferença importante entre antecipar presença e antecipar promoção.

Se o consumidor começa a pesquisar mais cedo, a resposta da marca não precisa ser colocar sua maior oferta no ar em outubro.

O papel da comunicação muda conforme a intenção avança.

No início da jornada, o consumidor pode estar apenas comparando produtos e entendendo opções. Mais adiante, ele já pode demonstrar interesse por uma categoria específica. Depois, pode voltar várias vezes à mesma página ou chegar ao carrinho.

Esses comportamentos indicam momentos diferentes e podem receber abordagens diferentes.

As ofertas entram nessa sequência como parte da estratégia, não como único argumento.

Benefícios para clientes da base, acesso antecipado, condições especiais, frete, parcelamento e descontos podem ser distribuídos conforme a lógica comercial e o comportamento observado ao longo do período.

E o preço está longe de ser a única variável considerada.

Segundo o levantamento da LWSA sobre comportamento de compra, 55% dos entrevistados procuram sempre frete grátis, mesmo quando isso significa aceitar um prazo maior. Outros 36% afirmam que poderiam desistir de uma boa oferta devido ao valor do frete.

As condições de pagamento também entram nessa avaliação. Segundo a pesquisa apresentada pelo InfoMoney, 58% apontam preferência pelo cartão de crédito parcelado sem juros e 39% mencionam o Pix. Para 59%, um desconto associado ao pagamento via Pix pode influenciar a escolha.

A percepção de uma boa oportunidade, portanto, é formada por uma combinação de preço, pagamento, frete, prazo e experiência com a marca.

O site está preparado para quem ainda está comparando?

A jornada antecipada também muda a função do site.

Nem todo visitante que chega em outubro ou no início de novembro está pronto para comprar. Muitos ainda querem comparar produtos, consultar especificações ou entender se aquela empresa é uma opção confiável.

Por isso, o site precisa atender tanto quem já chega decidido quanto quem ainda está avaliando alternativas.

Páginas de produto completas, informações fáceis de localizar, busca interna, filtros, avaliações e políticas comerciais claras ajudam a reduzir a necessidade de procurar respostas em outros ambientes.

O levantamento da LWSA divulgado pelo InfoMoney mostra que um em cada quatro entrevistados poderia desistir até mesmo de uma boa oferta diante de problemas de funcionamento no site ou aplicativo.

O celular merece atenção especial. Segundo os dados da pesquisa da LWSA sobre dispositivos de compra, 73% dos entrevistados utilizam o smartphone como principal dispositivo para compras online, diante de 21% que indicam o computador e 6% o tablet.

Se a pesquisa acontece principalmente pelo celular, velocidade, navegação, clareza das informações e facilidade para comparar opções passam a influenciar diretamente a continuidade da jornada.

Confiança também é construída antes da compra

Quanto mais tempo o consumidor dedica à pesquisa, mais oportunidades existem para avaliar a empresa antes de decidir.

Reputação, avaliações, políticas de troca, prazo de entrega e atendimento entram na análise junto com preço e características do produto.

Esse cuidado continua depois da conversão.

Dados do levantamento da LWSA repercutido pelo InfoMoney mostram que atrasos, problemas com os produtos e dificuldades no atendimento podem reduzir a intenção de voltar a comprar na mesma loja.

Isso é especialmente relevante em uma data que pode trazer muitos clientes novos.

Uma campanha pode gerar um pico de vendas e, ao mesmo tempo, comprometer a relação futura com parte desse público se a experiência depois do pagamento não acompanhar a promessa feita na aquisição.

Por isso, o resultado da Black Friday não deveria ser analisado apenas pelo volume de pedidos durante novembro. Também vale observar quantos desses novos clientes continuam se relacionando com a marca depois do período promocional.

Se a jornada ficou mais longa, a mensuração também precisa mudar

Quando pesquisa, descoberta, comparação e compra acontecem em momentos e canais diferentes, a análise de resultado precisa acompanhar essa complexidade.

Uma venda registrada no fim de novembro pode ter começado semanas antes, com uma busca no Google, uma visita a um conteúdo, uma interação com anúncio ou um primeiro acesso ao site.

Se a mensuração considera apenas o último clique, parte dessa construção desaparece da análise.

O próprio estudo da LWSA sobre os canais usados pelo consumidor reforça essa fragmentação: marketplaces lideram o início da pesquisa, enquanto os sites próprios passam à frente quando os entrevistados indicam onde pretendem fechar o pedido.

Isso mostra por que diferentes canais podem cumprir papéis distintos dentro da mesma conversão.

Conteúdo pode participar da descoberta. Mídia pode ajudar na retomada do interesse. CRM pode manter a marca presente ao longo do período. O site pode concentrar a decisão final.

Analisar esses pontos em conjunto oferece uma leitura mais precisa do desempenho da campanha.

Além das vendas, faz sentido observar quando as buscas começaram a crescer, quais conteúdos receberam visitas antes do pico promocional, quais produtos acumularam visualizações, como os públicos retornaram ao site e quais canais participaram da jornada.

Também vale acompanhar quanto custou adquirir novos clientes e quantos deles voltaram a comprar depois da Black Friday.

Essa leitura ajuda a evitar um erro comum: atribuir todo o resultado de novembro apenas às ações executadas em novembro.

Parte desse resultado pode ter começado a ser construída semanas antes.

Afinal, quando a Black Friday deveria começar para uma marca?

Não existe uma única data.

O momento depende da categoria, do ciclo de decisão, do comportamento de busca, do histórico da empresa e dos canais usados pelo público.

Mas o levantamento da LWSA para a Black Friday de 2026 traz um sinal importante: metade dos consumidores entrevistados começa a pesquisar com mais de um mês de antecedência e 54% pretendem distribuir suas compras ao longo de novembro.

Isso muda a forma de interpretar a preparação para a data.

A antecipação da Black Friday não precisa começar pela promoção. Pode começar pela presença.

Presença quando o consumidor pesquisa uma dúvida. Quando compara produtos. Quando consulta um marketplace. Quando acessa o site pela primeira vez. Quando usa uma ferramenta de IA para buscar recomendações. E, mais tarde, quando retorna para decidir.

Para o marketing, isso exige conectar conteúdo, mídia, experiência e dados em vez de tratar a Black Friday como uma campanha isolada no calendário.

Como conectar mídia, conteúdo e dados para a Black Friday?

Quando conteúdo, SEO, mídia paga, CRM, experiência digital e análise de dados partem de uma leitura integrada da jornada, a empresa consegue enxergar melhor onde o interesse começa, como ele evolui e quais ações contribuem para a conversão.

Na Exent, trabalhamos estratégia, tecnologia, conteúdo e performance de forma conectada para ajudar empresas a entender esses pontos de contato e transformar dados em decisões de marketing.

Sua estratégia de Black Friday considera apenas o momento da compra ou toda a jornada que acontece antes dela? Fale com o time da Exent e veja como preparar sua presença digital para cada etapa.

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Gabriella Manciope

Content Marketing

Estrategista de conteúdo para o mercado B2B, com foco em SEO, GEO e AEO.

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